Por muito tempo, isso faz pelo menos uns 37 anos, guardei uma mágoa grande de uma professora primária. Professora Ângela, na Academia Santa Gertrudes - Olinda. Isso foi no ano de 1975, na última aula do dia, a bendita professora, passou uma redação para a turma, fiz , uma, duas... seis vezes, e sempre ela me mandando voltar e melhorar a letra, na última eu decidi sair da classe, e ir embora pra minha casa. Amarrei meu Kichute, coloquei a mochila nas costas e corri subindo a ladeira até chegar ao lado de fora do colégio. A dita professora, me pegou pelo braço, já fora do colégio, eu soltei-lhe um murro. Resultado disso, fui suspenso por 3 dias.
Essa atitude tomada pela professora contra um aluno, ainda criança, marcou até agora. Todas as vezes que falo ou penso, me deixava com raiva dela. Hoje, estou melhorando. Decidi perdoá-la, é um trabalho longo, e não só ela, mas todas as mágoas que tenho dentro do meu coração. Venho aprendendo que quem mais sofre com todas as mágoas sou eu.
Evolução, eu perdoando, isso é uma novidade. Mas a pura verdade, começo a me sentir mais leve. Parece clichê, frase de efeito. Uma pessoa como eu, amante da amizade, da cordialidade, não combina com toda essa raiva guardada. Usando uma frase que escutei: " prefiro ser feliz do que ter razão".
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