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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Azul

Muito interessante o Azul. Cor do ceú, mar. Acredito ser a cor que mais gosto depois do vermelho. Tenho uma relação com o Azul muito interessante, nem imaginava na época, mas tinha. Que eu me lembrei começou em 1985. Eu e meu irmão Wellington, tínhamos começado um cultivo no nosso sítio, terreno, granja não sei bem a denominação, mas chamávamos de granja, ficava na Br-101, por trás da comunidade Bola na Rede.
Sempre íamos a nossa granja, plantávamos feijão, milho  e também começaríamos a plantar maracujá. O percurso mais natural para quem morava em Olinda , seria  seguir pela avenida Norte, passar no bairro da  Macaxeira, Br-101 fazer o retorno na fábrica da Nitrosin e entrar na estrada de piçarra até o nosso plantio, só que tínhamos um caminho mais curto, lógico que mais cheio de "aventuras", pegávamos a Av.  Kennedy, passava no bairro Beberibe, subíamos por um bairro que não recordo o nome e cortava a Br e pronto já chegava no nosso destino, pra voltar era o mesmo trajeto, que só tinha uma pequena infração de trânsito a fazer, pegávamos uma contra mão na Br, fazíamos o retorno  e seguia normalmente o atalho.
Num belo dia, estávamos no nosso Chevette, azuldanúbio, voltando da granja quando, habituados a infração sem nunca termos problemas, vem uma Kombi e colide  no nosso Chevette Azul Danúbio. Ai começou a minha relação com o "azul". Depois desse fato, ainda não tinha identificado tal relação, tive outras que não recordo bem.
Em 1990, já morando em João Pessoa, feliz da vida. Recebo uma ligação de minha noiva na época e hoje esposa, me chamando para ajudá-la, tinham batido no carro dela, imaginem que quem bateu foi um fusca velho, Azul metálico, aquela cor de caneta Bic estourada. Até ai não fiz relação com o Azul. Após sair da oficina, 30 dias após o acontecido , bati  no mesmo lugar da batida anterior num carro de que cor? AZUL. Fiquei cabreiro, ai me veio aquele estalo, e associei a cor aos acidentes já ocorridos. Desse tempo pra cá, tomei vários sustos com o AZUL, evitei outras tantas. Algum tempo se passou e eu vez por outra esquecia dessa relação, foi quando em 2003 resolvemos trocar de carro. Entramos na Saga, queria um Golf, e o que vejo? Um Golf Azul metálico lindo, minha atração foi instantânea, é esse. A Liduina muito cautelosa, achou melhor não, disse que deveríamos esperar chegar outra cor, e eu finquei o pé e disse que seria aquele dito cujo. Passou quatro meses, dia 14 de fevereiro de 2004, por volta das 12:30hr, veio a forma mais radical de fortalecer essa minha relação com o AZUL, capoto o Golf Azul, na hora do acidente minha vida passou toda em meus pensamentos.  Quando o sangue esfriou, chorei descarreguei todo o susto que havia passado, me veio na lembrança do AZUL. Desse dia em diante evito passar perto de tudo que é azul, no trânsito, evito andar em carro azul, tudo que se relaciona com AZUL evito.

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